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YEONMI PARK E A SUA TRAJETÓRIA DE DOR E SUPERAÇÃO

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Yeonmi Park - superação - coreia do norte - passarpelasbarreiras

A cada dia que passa estou me apaixonando por pessoas que tenham histórias fantásticas que nos faz pensar, que tenha algo HUMANO, que venha da alma. E esta linda Norte Coreana, Yeonmi Park, arrebentou meu coração.


Um dia vendo várias matérias no youtube sobre este País tão fechado, que é  a Coréia do Norte, me deparei com esta Norte Coreana que se chama Yeonmi Park. Foi uma paixão instantânea! Me comovi neste video que deixarei o link abaixo:

Depois deste vídeo fui comprar correndo o teu livro…

e acabei lendo trezentas páginas das 16 hs até ás 23 hs de um sábado qualquer. Ao abri este livro…

Eu viajei junto com ela…entrei na Coréia do Norte, sofri o que ela sofreu, passei fome, dormi no escuro, senti o drama quando teu pai foi preso, literalmente me transportei para este país. Logo após entrei na china, senti o seu drama e dor ao ser estuprada junto com a mãe e virar picanha na mão dos chineses. Acompanhei sua agonia quando o teu pai morreu em suas mãos sem ao menos poder chorar, pois os chineses poderiam descobrir onde ela estava, já que um certo momento da história virou foragida na china. Fiquei apavorado quando um outro chinês a sequestrou até que um dia ela consegue entrar na Mongólia, passar ainda alguns sustos e ir, enfim, para a Coréia do Sul.

Já na Coréia Capitalista fiquei com raiva do preconceito dos sul coreanos, Yeonmi pensou que seu sofrimento teria acabado, mas não…mero engano. Muitos sul coreanos disse a mesma que não iria conseguir chegar aos seus sonhos por ser norte coreana, até que ela se torna auto didata e lê mais de 100 livros por ano, participando de programas de Tv e ingressa na faculdade.

Yeonmi Park, com toda certeza, é um exemplo de vida para todos nós!

Alguma lições eu aprendi com essa moça linda e quero compartilhar com vocês, vamos lá?

1- Auto estima: Os pais de Yeonmi sempre a levantava, dando-a auto estima, como ela mesma disse no seu livro:
“Tanto minha mãe quanto meu pai me encorajaram a ter orgulho de quem eu sou.” Enfim, mesmo na situação adversa, sendo tratada como cachorro em seu país, ela tinha orgulho de quem ela era.

2- Poder da imaginação: Na Coréia do norte não tem brinquedos, então, ela e sua irmã faziam os brinquedos de acordo com que imaginavam e criavam. Moral da história: A imaginação é maior que o conhecimento.

3- Conexão Humana: Ela aprendeu que na Coréia do Norte a conexão humana é mais forte, já que lá ninguém está olhando pra baixo…sim! pra baixo! para os smartphones, como ela vê na Coréia do Sul.

4- Ser feliz com pouco:  Na Coréia do Norte quando voltava a luz, as pessoas batiam palmas, ficavam super felizes, quando você tem pouco, a menor coisa pode te fazer feliz. Ela até disse: “Ser feliz com pouco é uma das características da Coréia do norte que eu tenho mais saudade”

5- Aprender a pensar: Ela foi ensinada a nunca expressar sua opinião, nunca perguntar nada. Foi programada a simplesmente obedecer ao que o governo lhe dizia para fazer, dizer ou pensar. Ou seja: Será que temos que acreditar em tudo que nossos professores nas faculdades no Brasil falam? Os Partidos? As igrejas? Será que, também, não somos uns alienados tanto quanto Yeonmi? Enfim, acho fundamental aprender a pensar por si mesmo.

6- Saber o que falar: Na Coréia do Norte o seu povo tem desconfiança até com pessoas que você se casa. Pois tudo que se diz lá, muitos, o entregam para o governo e assim você é punido. De uma certa forma, podemos aprender algo com isto, também ,aqui no nosso país, pois de repente podemos machucar alguém dependendo do que falamos.

7- Ser aceito em grupos: O Pai de Yeonmi ao decidir se tornar operário ficou muito amigo de pessoas do poder, do regime, em pouco tempo foi aceito. Moral da história: O ser humano gosta de ficar perto de pessoas que compactuem e validem suas ideias.

8- Namoro/amor: Não há conceito de namoro na Coréia do Norte, é uma cultura conservadora que tange as relações humanas. Não tem linguagem para falar de seus sentimentos. Era preciso adivinhar o que seu amado sentia a partir olhar, ou do tom da voz. O mais que podiam fazer era se darem as mãos em segredos. Moral da história: Será que não devemos aprender com eles o que é se conectar com a alma e não com a barriga trincada ou silicone? Será que eles não estão certos? Ou nós viramos interesseiros demais que não temos a menor ideia do que é um olhar de amor?

9- Fase infantil: Yeonmi disse: Quando se é uma criança pequena, tudo que se conhece é o que está diante dos olhos. Toda a sua vida são seus pais, seus familiares e sua vizinhança.” Ou seja: isso mostra o quanto somos programados na fase infantil, como somos vulneráveis dos adultos e do que eles dizem, e que infelizmente acreditamos.

10- Governo: Na Coréia do Norte não basta ao governo controlar aonde você vai, o que está estudando, onde trabalha e o que diz. Eles precisam controlar você em suas emoções, fazendo de você um escravo do estado ao destruir sua individualidade e sua capacidade de reagir a situações com base em sua própria experiências do mundo. Moral da história: O que tem de diferente do nosso país? Nenhuma, aqui quem controla o que pensamos, dizemos e fazemos é a mídia e a senhora Tv Globo com seus pseudos heróis das novelas das oito, junto com outras emissoras. Já reparou que todo mundo odeia todo mundo no início da novela e no fim todo mundo ama todo mundo? Ou seja: A globo faz de gato e sapato nossas emoções.

11- Um dia o pai de Yeonmi viu seu ditador na tv e disse: “Desligue a TV! esse cara é um grande Filho da puta!. A mãe dela condicionada ao governo retrucou: “Cuidado com o que você diz em frente das crianças! não se trata apenas do que você pensa, e sim que você pode estar nos colocando em perigo.Moral da história: Eu, particularmente, jamais vou aceitar que alguns chefes do poder como políticos ou chefes de igrejas me censurem ao que eu devo falar e fazer e assim virar uma ovelha eterna. Enfim, jamais obedeçam quem quer mandar em você.

12- Egoísmo: Segundo Yeonmi era normal ver crianças em montes de lixo, corpos flutuando no rio, era normal continuar andando e não fazer nada quando um estranho clamava por ajuda. Ou seja: O ser humano é capaz de fazer qualquer coisa pra salvar sua própria pele, mas como diz os filósofos: Isso não é humano, é animal. Aqui no nosso país capitalista não morremos de fome, quer dizer alguns, mas lutamos por grana, status e infelizmente posso dizer: Somos tão animais quanto eles! só que no lugar da comida da coréia do norte, aqui no Brasil queremos status e reconhecimento.

13- Coisas materiais: Yeonmi fugiu da Coréia do Norte em busca de comida e não liberdade, mas a china lhe ensinou algo. Veja suas palavras: “Sonhava em ter um par. Agora o sonho se tornou realidade e eu ainda me sentia triste e miserável. Comecei a perceber que toda a comida do mundo, todos os tênis de corrida não conseguiriam me fazer feliz. As coisas materiais não tinham valor. Eu tinha perdido família, eu não era amada, não era livre e não estava segura. Estava viva, mas tudo que fazia a vida valer a pena estava perdido”. Moral da história: Quantos de nós trabalhamos para sobreviver…trabalhamos apenas para pagar as contas e se casar, ter um marido ou esposa. Essa Coreana descobriu que a vida era muito mais que a china e comida, a vida vale apena quando se tem um propósito.

14- Não desistir: Yeonmi disse: “Percebi que havia dentro de mim uma força que não me deixaria desistir. Talvez fosse apenas raiva, ou talvez uma inexplicável sensação de que minha vida ia ter algum significado um dia. Em meu vocabulário não existia a palavra “dignidade” ou o conceito de moralidade”. Ou seja: Pela pior situação que nos encontramos existe uma força maior dentro de nós, a força de Deus.

15- Prisão: Depois de sequestrada Yeonmi estava sendo observada o tempo todo e ela disse: “Sinto-me numa armadilha, como sempre sentira em minha vida. Exatamente como me sentia na Coréia do Norte, eu vivia com medo”. Moral da história: A prisão está dentro de nós, o mapa não é o terrítório como diz a Programação Neurolinguistica. Ela foi condicionada a estar numa prisão e o que ela encontrou na china? Outras formas de prisões. A mente dela estava reproduzindo a mesma coisa que ela passou na Coréia do norte, só que lá a prisão era governamental, na china era afetiva e material. O sequestrador queria casar com ela e tomá-la do marido que a comprou.

16- A vida é mais que sobreviver: Ela disse esta frase quando encontrou uma possibilidade em ir para a Mongólia. Ela percebeu que não adiantava ir para a china apenas para não passar fome, a vida não era apenas ter comida e se casar, tinha que ter algum propósito. E infelizmente é isto que fazemos na maioria das vezes: Trabalhamos apenas para comer e pagar as contas, mas e a vida? O ser humano age como animal: O importante é ter seu dinheiro para pagar as contas e se casar, nada mais do que isto o ser humano se preocupa, triste não!? Não é a toa que na mitologia grega tem o minotauro, metade homem e metade animal que demonstra que durante uma vida preferimos escolher nosso lado animal do que o humano.

17- Hongwei e o perdão: Esse chinês foi a pessoa que a comprou para ser sua esposa. Ele a estuprou quando ela tinha apenas 13 anos, mas com o tempo ela foi sentindo emoções diversas por ele. Tinha hora que ela odiava-o, mas em alguns tinha uma certa consideração. Diante da viagem para Mongólia e a morte estampada na sua cara, ela mesmo disse que estava mais em paz dizendo: “Estou mais em paz com meu passado, eu gastei tempo e energia demasiadamente odiando e sendo intolerante com as escolhas que outros tinham feito.” Neste caso, Yeonmi me fez refletir: vale a pena ficar com mágoa das pessoas?

18- Nunca acredite nos outros: Na entrevista para a Coréia do sul Yeonmi obteve outro obstáculo. Quando perguntaram pra ela o que planejava na Coréia do Sul, ela respondeu: “Quero estudar e ir para a universidade!”. O agente retrucou soltando uma risadinha: “Oh, não creio que você possa fazer isso” Moral da história: Nunca acredite em ninguém, principalmente, quando alguém diz que você não consegue fazer alguma coisa.

19- Crenças: Nas escola Sul Coreana os instrutores passavam muito tempo ensinando sobre o mundo afora e todos os dias eles desafiavam as CRENÇAS que tinham sido incutidas na cabeça de Yeonmi. Ela conseguia acreditar que Kim Jong I vivia em luxuosas mansões mas tinha dificuldade de acreditar que a Coréia do Norte NUNCA foi a vítima da agressão imperialista, fazia parte da identidade dela. Ou seja: Na nossa cabeça sempre foi colocado CRENÇAS ERRADAS quando eramos crianças e acreditamos. Quem foi a autoridade que colocou besteira na tua cabeça? Seu Pai? O Padre? O professor? Quem? Descubra e questione.

20- Desconhecido: Depois de ficar trancada por 1 mês num apartamento na Coréia do Sul, Yeonmi se deu conta que precisava forçar a entrar de novo no mundo. Yeonmi disse: “Mesmo que muitos Sul coreanos acreditassem que eu não tinha futuro, que pensassem que eu era estúpida e atrasada e indigna de confiança, eu ia mostrar a eles que sou capaz. Eu faria isso de um jeito ou de outro. E o primeiro passo era ter uma educação.” Ou seja: Conhecimento nos liberta! só com ele temos futuro.

21- Distração: Yeonmi se refere a palavra distração numa parte do livro dizendo: “Estava tão ávida por estudar que não conseguia tolerar qualquer distração. Meu apelido era “Máquina de estudar”. Ou seja: A televisão, facebook, netflix, instagram, churrasquinhos de final de semana, amigos, baladinhas, são uns vilões para atingirmos nossos objetivos, é distração violenta contra nossos sonhos.

22- Inspiração: Yeonmi disse que um dia saiu de onde morava atrás de comida, já na Coréia do Sul começou a trocar comida por livros. Apaixonou-se por biografias, principalmente, de pessoas que fizeram sucesso na vida apesar de preconceitos e obstáculos. Ela até disse: “Ler estas biografias me fez pensar que eu poderia ter sucesso mesmo que ninguém mais acreditasse em mim, mesmo que até eu não acreditasse em mim mesma.” Ou seja: Andar com pessoas negativas e fracassadas, nossa vida não anda.

23- Expansão de Consciência: Quanto mais lemos livros, mais abrimos nossa mente, mais a nossa percepção fica aguçada. Yeonmi disse: “Eu lia para encher minha mente e bloquear as lembranças ruins. Mas descobri que quanto mais eu lia, mais profundos ficavam meus pensamentos, minha visão se ampliava e minhas emoções ficavam menos rasas.” Enfim, olhamos a vida de forma mais humana e menos materialista.

24- Felicidade: A felicidade vem do conhecimento e não de comer pão todos os dias. Quando ela era jovem dizia: “O meu sonho era ter carradas de pão.” Ou seja: A felicidade não veio da comida e sim do conhecimento.

25- Condicionamento social: Yeonmi foi aos EUA, logo um lugar que ela foi ensinada que era um “POVO MAL”. Mas assim que olhou em volta todo seu temor se dissolveu. Ela disse: “Fiquei pasma de ver quão rápido uma mentira pode perder sua força diante da verdade. Em minutos, algo em que eu acreditara durante muitos anos simplesmente desapareceu.”

26- Propósito de vida: Yeonmi teve que passar por um deserto de pelo menos 30 graus negativos. Quando contou sua história e fez as pessoas se emocionarem ela disse: “A reação do homem abriu meus olhos para o poder da minha história. Deu esperança a minha própria vida. Ao simplesmente contar minha história, eu tinha algo a oferecer também. Aprendi outra coisa naquele dia: Todos temos nossos próprios desertos. Podem não ser iguais ao meu deserto, mas sempre teremos de atravessá-los para encontrar um PROPÓSITO DE VIDA e para sermos livres.”

Bom…espero que tenha gostado das lições de vida desta linda Norte Coreana que nos presentou com sua belíssima história.

(Walmei Junior)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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