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VOCÊ ESTÁ SOFRENDO DA SÍNDROME DO DESAMPARO APRENDIDO?

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VOCÊ ESTÁ SOFRENDO DA SÍNDROME DO DESAMPARO APRENDIDO?

Martin Seligman, nascido em 1942 nos EUA é pesquisador mundialmente reconhecido e um dos mais importantes autores na Psicologia Positiva. Martin foi muito criticado ao desenvolver a teoria do DESAMPARO APRENDIDO em 1965 na Universidade da Pensilvânia, pois, deploravelmente, foi feito teste em cães.

Os experimentos e a teoria do “Desamparo aprendido“, que notabilizaram o psicólogo, foram amplamente criticados por sofrimento excessivo infligido a animais, especificamente a aplicação de choques elétricos em cães, a intervalos aleatórios, até que o animal atinja um estado de total impotência, tornando-se incapaz de agir para escapar dos choques mesmo quando é dado a ele a oportunidade para tal.

Bom…os pesquisadores dividiram os sujeitos experimentais (cães) em 3 grupos:

MOMENTO 1

Grupo 1: Os cães neste grupo foram presos por uma coleira e depois liberados.

Grupo 2: Os cães neste grupo recebiam choques, mas tinham a capacidade de parar o choque ao baixar uma alavanca.

Grupo 3: Cada cão neste grupo estava relacionado a um cão no grupo 2. Sofria os choques mas nada podia fazer por si mesmo para pará-lo.

MOMENTO 2

Todos os cães foram colocados em uma outra estrutura como na figura abaixo.

Vejam que nesta estrutura acima, eles recebiam choque de um lado e podiam facilmente pular para o outro lado.

RESULTADO:

Os cães do grupo 1 (que tinham recebido choque) e do grupo 2 (que tinham recebido choque mas não conseguiam pará-lo) rapidamente pulavam para o outro lado. Já os cães do grupo 3 tinham aprendido o desamparo, ou seja, tinham aprendido no momento 1 que não podiam fazer nada para mudar sua situação e continuavam sem se mexer no momento 2.

Os cães que ficaram no local aonde não podiam desligar os choques ficaram depressivos, pararam de comer ou comiam muito pouco, não brincavam e nem buscavam copular. Assim, com o experimento, podemos compreender a definição: “O desamparo constitui um déficit específico de uma resposta específica produzido pela exposição a estímulos aversivos incontroláveis específicos”, quer dizer os cães diminuem o seu comportamento ao terem sido expostos a estímulos aversivos (o choque) sobre o qual não tinham nenhum controle.

O pesquisador, Seligman, sugeriu que o fenômeno do ‘desamparo aprendido’ poderia ser significativamente análogo à depressão clínica em humanos. Baseado nessa generalização, o autor teorizou que um arranjo específico de contingência de reforço, ou seja, punição inevitável, seria um fator causal nas vidas dos que se tornam clinicamente deprimidos.

Moral da história:

EM OUTRAS PALAVRAS, OS PACIENTES DEPRIMIDOS TERIAM APRENDIDO EM SUA HISTÓRIA DE VIDA QUE NÃO PODIAM FAZER NADA PARA MUDAR SUA SITUAÇÃO, POIS, DE QUALQUER MODO RECEBERIAM PUNIÇÃO. (assim como os cães do grupo 3)

Enfim, dicas para superar esta condição:

“1- Entender que, situações passadas, são individuais e únicas. Se, em alguma circunstância você falhou ou sofreu algum dano, não quer dizer que isso vai acontecer novamente.  2- Evitar situações que acreditamos que podem nos causar algum tipo de dano; afinal, não precisamos provar o contrário. 3- Livrarmos da culpa ou do sentimento de inferioridade que pode ter sido gerado nessas situações. 4- Dar um novo significado a esses acontecimentos que causaram desconforto, removendo o próprio estigma. 5- Evitar o isolamento, buscar o apoio de outros que podem ajudar e, se julgar necessário, procure ajuda de um profissional.” (Fonte: Psicologianews.com)

Lembre-se: Todos tem o direito de cair, mas, também, tem o direito de se levantar e se recuperar. Liberte-se do passado!

(Walmei Junior)

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