Home In-formação QUEM SERÁ O PAPAI NOEL? O QUE ESTE SIMBOLISMO TEM A NOS FALAR?

QUEM SERÁ O PAPAI NOEL? O QUE ESTE SIMBOLISMO TEM A NOS FALAR?

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Pra quem não sabe a data de natal foi trocada várias vezes. Na idade média o natal foi dia: 2 de janeiro, 28 de março, 19 de abril, 20 de maio, 29 de setembro, 6 de janeiro e por fim foi 25 de dezembro para coincidir com os soltícios de inverno, por que havia uma resistência dos Céltas, então pra suprimir estas festividades a data foi para dia 25 de dezembro, isto teria acontecido em 324 D.C, na época do sacerdote Filocalos, que criou o calendário filocaliano.

A data não é tão precisa, mas sabemos que está carregado de simbolismos e vamos a elas:

PAPAI NOEL:

Se voltarmos ao mundo CELTA, eles tinham uma DIVINDADE, que era o ANCIÃO DOS DIAS, que vivia andando pela neve com uma roupa vermelha, salvando pessoas em situações difíceis. Este Ancião representa um espírito bondoso e a sua roupa VERMELHA estava associado ao ESPÍRITO, que estava no meio das NEVES DA MATÉRIA, ou seja: era o espírito penetrando na matéria para despertar os homens.

Posteriormente, houve um fato histórico na cidade de Mira na Asia menor, no ano de 274 D.C, tinha um cara chamado NICOLAU, que tinha muitas posses materiais, mas dotado de uma GRANDE GENEROSIDADE. Num certo dia ele descobriu que tinha um vizinho, bastante pobre, que tinha 3 filhas. Segundo a tradição da época as mulheres não se casava se NÃO TIVESSE UM DOTE. Sabendo que elas iriam chegar a idade do casamento, NICOLAU coloca umas moedas dentro de uma bolsa e vai na janela do vizinho sem ninguém ver, e então joga a bolsa cheio de moedas de ouro, desta forma, Nicolau, consegue casar a primeira filha do vizinho.

Passa-se o tempo e chega a vez da segundo filha do vizinho de se casar e Nicolau faz o que? Ele faz a mesma coisa: Joga as moedas pela janela! Quando chega a vez da terceira filha o vizinho colocou na cabeça que iria descobrir quem jogava a bolsa de moedas de ouro, dito e feito! Ele descobriu que era Nicolau.

Essa história se espalhou pela cidade, Nicolau, vira Bispo, e assim dá continuidade no seu trabalho pela sua enorme generosidade. Nicolau é muito adorado, hoje, em Bari, na Itália, seus restos mortais estão lá e com o passar do tempo fez-se sua imagem como um homem que tinha três bolsinhas de ouro de moedas que começou a se transformar em imagens, santos, para ADORAÇÃO.

Com o passar do tempo o Ancião dos Dias e São Nicolau começam a se fundir. As 3 bolsinhas vira apenas uma só,  vestido de vermelho, com o passar do tempo não eram mais as moedas na bolsa e sim brinquedos, assim foi indo…indo…tomando corpo e forma, até que no início do séc XX o papai noel foi criado por um DESENHISTA DA COCA COLA, baseado na imagem de São Nicolau. Mas independente se o símbolo é bom ou ruim para as crianças, se é certo ou errado, o que é interessante é que acima das contaminações do mundo é um símbolo de generosidade, esperança, pois está juntando o branco, o frio, que representa a indiferença ao materialismo com a cor vermelha, da chama, do calor do coração humano, da generosidade, que não se deixa engolir pelas neves, abalar pelo frio e que está constantemente trabalhando pelo belo, justo, generoso ou harmonioso. Assim é o papai noel e seu simbolismo.

PRESÉPIO:

Existe uma formação interessante no presépio onde tem a manjedoura com o menino Jesus, de um lado  tem o burro e outro tem o touro. Dentro da tradição indiana existem 3 formas do homem se manifestar no mundo, pois toda vez que o homem está no mundo estará em ação. É impossível vida sem ação, então o homem age de acordo com a lei divina, equilíbrio, ou vai errar por excesso ou escassez. Errar por excesso é desproporcional e muito além do que é necessário, devastadora, ferindo, guiada pelo impeto por isto é associado ao touro, já o erro pela escassez é a inércia, preguiça, que nos faz perder a lei da vida, que é associado ao jumento, burro e no meio deles existe a ação perfeita, o cristo. Então a tradição indiana dizia que era um triângulo, e a ação perfeita é que está acima do touro e do burro, está elevado, acima do manjedouro.

PINHEIRO:

A arvore é um símbolo muito antigo da humanidade, que era muito comum entre os Celtas a arvore da vida que no fundo era pra ser virada de cabeça pra baixo, pois todo o corpo da árvore tira seus nutrientes da raiz, só que eles acreditavam que as verdadeira raízes estão mergulhadas no invisível, no espiritual, já a ramificação era o mundo manifestado. Já as bolinhas que fica nas arvores de natal são o cosmos, com suas estrelas, planetas, suas esferas, ramificação visível de uma raiz invisível que fica no plano espiritual, então, se formos ser BEM FIÉIS a nossa tradição original, pasmem, a arvore de natal teria que ser de cabeça pra baixo, com as raízes mergulhando no mundo espiritual.

VELAS ACESAS:

As velas tem a ideia que os solticios de inverno, onde se faz a escuridão da terra, simula a luz do sol na terra. Como você se declarasse: “Eu me alio a luz!” eu gero uma luz na terra para ajudar na batalha do sol contra as trevas nos soltícios de inverno.

Antes usava-se velas como presente, simplesmente, para relembrar o homem a presença do divino dentro de si. A vela é um suporte material para gerar luz, igual ao homem. O homem tem a parte física e espiritual quando ele se dedica a trabalhar o que é próprio do ser humano, ele gera luz. Mas esta luz deixa de existir cumprindo sua missão. Por pena de acendê-la, que é comum, ela não vai deixar de existir, ela vai ressecar, se esfarela e assim deixa de existir por jamais ter conquistado sua identidade de verdade, ela não foi vela, não colocou luz no mundo. Portanto, não presenteamos apenas as pessoas com velas, mas sim o que queremos ser. Os presentes de vela era a presença do divino dentro de si, era um presente para a alma e não hoje que os presentes são mais para o corpo.

SOLTÍCIO DE INVERNO

Quando vivemos os solticios de inverno neste hemisfério que nos corresponde (Brasil), neste momento, o calor, a vida física, chega a minima vibração. Consequentemente, as tradições dizem que a vida física e metafísica trabalha num sistema de compensação. Então, eles comparavam a Índia com o pulsar do coração do universo, necessariamente, temos uma contração, de interiorização, de trabalhar dentro de nós elementos profundos e depois de expansão. Solticios de inverno, é quando a vida física se encolhe, na filosofia budista os monges se recolhiam, então, neste momento de natal é um momento para o homem se contrariar, entrar dentro de si, é o momento para o homem obter consciência espiritual pois algo de divino o ronda, para que ele nasça, é a natureza criando o berço para o homem para que o divino nascesse dentro de si, o florescer da sua vida metafísica, e várias tradições trabalham com esta mentalidade.

NASCIMENTO DO MESTRE:

Todo grande mestre de sabedoria representa simbolicamente a trajetória do sol, então, este simbolismo é transferido para o mestre e segundo as tradições todo mestre de sabedoria passa por algumas fases: A anunciação que acorda de manhã antes que o sol apareça e depois aparece a exposição da sua luz, a jornada diária e aí mergulha no horizonte, desce aos infernos, a descida das trevas e a vitória contra todos os infernos e trevas e o ressurgimento vitorioso, inclusive, várias tradições relatam que o grande mestre (sol) foi ameaçado por ser engolido pelas trevas.

OS REIS MAGOS:

Os três Reis Magos dá três presentes ao menino: Ouro, incenso e mirra. Todas as tradições diz que o homem é dividido em certas estruturas: Ouro, incenso e mirra equivalem aos três níveis do homem, os três corpos do homem que é o elemento físico, psíquico e espiritual, com o alinhamento destes elementos é representado pelos 3 presentes.

O ouro: Espiritual

Incenso: Psique, que gasta suas energias em função do sagrado

Mirra: Que é a base física que se queima nesse ofício da vida

Ou seja: a união dos três elementos  em serviço para o divino

Este símbolo ta representando o nascimento de algo em qualquer ser humano, onde ele alinhe estes 3 mundos na sua busca de sabedoria.

ESTRELA DE BELÉM:

A Estrela de Belém é um fenômeno estéril que é uma conjunção do planeta Júpiter com saturno que teria acontecido no ano 7 A.C.

JOSÉ E MARIA

Dentro da mitologia universal é muito comum associarem a razão ao homem e a intuição a mulher. Se diz que o homem completo é aquele que se utiliza dos dois. Mas algumas vezes, o homem, perde o contato com sua intuição e se torna racionalista. Então, José é a razão e Maria a intuição. José jamais conseguiria conceber o divino, mas para ele conseguir precisaria que maria concedesse sozinha. Ele só teria a inclusão do divino se aceitasse esta concepção exclusiva de Maria.

Impossível entender o divino na racionalização, pois a mente separa, adjetiva, ou seja: perde a natureza de unidade. Então, a mente humana não consegue trabalhar pelo único, assim entra a intuição que é representado simbolicamente pela Maria.

Enfim, este é o simbolismo do natal, isto é o que está por detrás de todo o mês de dezembro.

(Prof e filosofa Lucia Helena Galvão)

Observação: Se formos analisar todo este simbolismo está nos dando um recado: sair do ego e entrar no amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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