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AS 7 DICAS PARA VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO, SEGUNDO SCHOPENHAUER

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As dicas a seguir foram extraídas do livro Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão, de Arthur Schopenhauer (livro que ele não terminou).

Ao leitor, algumas dicas podem soar como imorais, mas conhecê-las pode ser útil inclusive para não se permitir ludibriar por aqueles que lançam mão delas.

1 – Generalize as afirmações do seu oponente: consiste em levar a afirmação do oponente além de sua fronteira natural, tomá-la e interpretá-la da maneira mais ampla e generalista possível e exagerá-la; ou pelo contrário, tomá- la no sentido mais restrito possível, fechá-la nos menores limites possíveis, porque quanto mais geral se torna uma afirmação, mais ataques ela pode receber.

2 – Faça o oponente concordar de forma indireta: quando a disputa se desenrola de maneira um tanto rigorosa e formal e se deseja claramente chegar a um acordo, então quem fez as afirmações e quer prová-las deve agir contra o oponente, colocando-lhe questões para demonstrar a verdade a partir de suas conclusões. Esse método erotemático (também chamado de socrático) foi especialmente utilizado pelos antigos

3 – Disfarce seu objetivo final: as perguntas quando não são feitas na ordem que levaria a uma conclusão possível podem levar a uma confusão muito grande. O oponente não sabe aonde você quer chegar e não pode se precaver. Também é possível usar suas respostas para tirar diferentes conclusões, até contrapô-las, de acordo com suas características.

4 – Use a psicologia da negação: quando percebe que o oponente nega de maneira proposital (e infantil) as afirmações cuja aprovação seria usada para a nossa frase, deve-se perguntar o oposto da oposição utilizada, como se estivéssemos ansiosos por sua aprovação; ou deve-se pelo menos apresentar as duas para escolha, para que ele então não perceba qual frase queremos que seja aprovada.

5 – Tome um conceito geral para o caso particular: faz-se uma indução e o oponente cede em casos individuais, pelos quais ela deve ser apoiada. Então não se deve perguntar a ele se também admite a verdade em geral que surge desses casos, mas sim introduzi-la depois como estabelecida e reconhecida. Nesse meio-tempo, ele próprio vai passar a acreditar que a admitiu, e isso vai acontecer também com os ouvintes, porque vão se lembrar das diversas perguntas sobre cada caso específico e vão supor que elas devem, claro, ter alcançado seu objetivo.

6 – Desfoque; depois encontre uma brecha: se o oponente nos desafiar de maneira expressa e fizer uma objeção contra algum ponto específico de nossa afirmação, contra o que não temos nada a dizer, então precisamos utilizar a generalização e devolver o ataque da seguinte forma:

Se somos chamados a dizer por que determinada hipótese da física não pode ser aceita, devemos falar sobre a ilusão do conhecimento humano e citar vários exemplos.

7 – Invalide a teoria pela prática: “o que pode estar certo na teoria na prática está errado.” Por meio desse sofisma aceitam-se as premissas mas nega-se a conclusão: em contradição com a regra a ratione ad rationatum valet consequentia [do motivo à consequência, vigora a consequência]. Essa afirmação baseia-se em uma impossibilidade: o que em teoria está certo deve valer também na prática; se não valer, então existe um erro na teoria, alguma coisa não foi percebida e não foi levada em consideração, portanto isso está errado também na teoria.

Fonte: Livro: Como vencer um debate sem precisar ter razão.

Link do livro do filósofo Arthur Schpenhauer:

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